Relatório de Gestão 2025

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Diretor
Prof. Dr. Tiago Maritan Ugulino de Araújo

Vice-Diretor
Prof. Dr. Alisson Vasconcelos de Brito

Secretária de Centro
Laediany dos Santos da Silva

Chefe do Departamento de Computação Científica (DCC)
Prof. Dr. Bruno Jefferson de Sousa Pessoa

Chefe do Departamento de Informática (DI)
Prof. Dr. Clauirton de Albuquerque Siebra

Chefe do Departamento de Sistemas de Computação (DSC)
Prof. Dr. Tiago Pereira do Nascimento

Coordenadora do Curso de Bacharelado em Ciência da Computação
Profa. Dra. Giorgia de Oliveira Mattos

Coordenador do Curso de Bacharelado em Ciência de Dados e Inteligência Artificial
Prof. Dr. Teobaldo Leite Bulhões

Coordenadora do Curso de Bacharelado em Engenharia da Computação
Profa. Dra. Josilene Aires Moreira

Coordenadora do Curso de Licenciatura em Computação – modalidade a Distância (EaD)
Profa. Dra. Kely Diana Villacorta Villacorta

Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Computação, Ciências e Artes (PPGCCA)
Prof. Dr. Carlos Eduardo Coelho Freire Batista

Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGI)
Prof. Dr. Gilberto Farias de Sousa Filho

Coordenador Administrativo do Centro (CAC)
Daniel Cruz de França

Coordenador da Biblioteca Setorial
Rogério Ferreira Marques

Coordenador de Comunicação Institucional (CCI)
Danniel Juliano Serrano Macedo

Coordenador do Escritório de Projetos Estratégicos (EPE)
Richelieu Ramos de Andrade Costa

Coordenadora de Finanças do Centro (CFC)
Maria Suzana Guerra de Oliveira

Coordenadora de Gestão de Pessoas (CGP)
Ubênia Niájara Golzio Tavares

Coordenador do Núcleo de Pesquisa e Extensão – Laboratório de Aplicações de Vídeo
Digital (LAVID)

Tiago Maritan Ugulino de Araújo

Coordenadora de Planejamento (CODEPLAN)
Lourdes Maria Rodrigues Cavalcanti

Coordenador de Tecnologia da Informação (CTI)
Clístenes Angelus da Silva Inácio

SUMÁRIO

1 MENSAGEM DOS GESTORES
2 VISÃO GERAL DA UNIDADE
2.1 Apresentação do Centro de Informática da UFPB
2.2 Histórico, Missão, Visão e Valores
2.3 Estrutura acadêmica e administrativa
2.4 Áreas de atuação do Centro
3 CENTRO DE INFORMÁTICA EM NÚMEROS
3.1 Ensino
3.2 Pesquisa
3.3 Extensão
4 RESULTADOS ALCANÇADOS
4.1 Ações realizadas
4.2 Resultados alcançados
5 GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA
5.1 Dados relativos à Execução Orçamentária do Centro de Informática
5.2 Ações orientadas para o alcance dos resultados planejados
5.3 Objetivos estratégicos alcançados
6 OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES
6.1 Parcerias Institucionais
6.2 Premiações e Reconhecimentos
6.3 Boas práticas de gestão
6.4 Iniciativas de sustentabilidade, acessibilidade e inclusão
7 PRINCIPAIS DESTAQUES, DESAFIOS E AÇÕES FUTURAS
7.1 Destaques da gestão em 2025
7.2 Desafios identificados em 2025
7.3 Estratégias e ações prioritárias para 2026

1 MENSAGEM DOS GESTORES

No campo acadêmico, o Centro reafirmou a excelência e a relevância social de seus cursos de  graduação em Ciência da Computação (CC), Engenharia da Computação (EC) e Ciência de Dados e  Inteligência Artificial (CDIA). Os três cursos figuram entre os oito com maiores notas de corte do  ENEM/Sisu na UFPB, evidenciando o reconhecimento da sociedade à qualidade da formação oferecida pelo  CI. Além disso, na mais recente avaliação do MEC, os cursos de Ciência da Computação e Ciência de  Dados e Inteligência Artificial obtiveram conceito 5, nota máxima atribuída pelo Ministério da Educação,  consolidando o padrão de excelência acadêmica do Centro. 

No que diz respeito à pós-graduação, o Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGI) teve  confirmado o conceito 4 na última avaliação quadrienal da CAPES (2021–2024). A avaliação destacou a  solidez do Programa, sua consistência acadêmica e indicadores que evidenciam trajetória de crescimento  na produção científica e na formação de recursos humanos qualificados.  

Nesse contexto de fortalecimento e maturidade institucional, 2025 também foi marcado por um  passo importante: a aprovação do novo curso de Bacharelado em Engenharia de Robôs, o primeiro curso  com esse perfil nas regiões Norte e Nordeste. Trata-se de uma iniciativa pioneira, alinhada às demandas  tecnológicas contemporâneas e à crescente demanda por profissionais qualificados em Computação,  Inteligência Artificial e Robótica. Essa conquista reafirma a vocação do CI para liderar iniciativas inovadoras  no cenário nacional. 

Simultaneamente, avançamos de forma significativa na superação de desafios históricos de  infraestrutura. O ano de 2025 foi decisivo para destravar e retomar obras estratégicas para o futuro do  Centro. Destaca-se a retomada da obra do LAVID e do edifício Digicon, cuja conclusão ampliará de  maneira expressiva os espaços destinados ao ensino, à pesquisa e à pós-graduação. Também merece destaque a obra do LASER, que, além de qualificar a infraestrutura acadêmica,  promove avanços importantes em acessibilidade. A intervenção vem resultando, ainda, na urbanização da  área situada entre os edifícios do CI, LIEPE e LASER, melhorando a circulação, a integração dos espaços  e a qualidade do ambiente acadêmico.

Além dessas obras estruturantes, concluímos intervenções prioritárias que garantiram maior  segurança e estabilidade predial, incluindo a instalação de nova estrutura metálica no edifício-sede do  CI, ajustes estruturais nos telhados dos edifícios do CI e do LIEPE, manutenção do sistema elétrico  (especialmente no 1º andar do edifício do CI) e outros reparos emergenciais.

Paralelamente, elaboramos projetos arquitetônicos estratégicos voltados à melhoria da experiência acadêmica e das condições de permanência estudantil, dentre os quais destacam-se:

  • Projeto de criação de espaços de vivência, convivência e alimentação no CI, atendendo a uma demanda histórica da comunidade e fortalecendo o ambiente de integração e pertencimento;
  • Projeto de reforma e atualização dos laboratórios de ensino de programação (T07, CI-105 e CI-106);
  • Projeto de ampliação da Biblioteca Setorial, com implantação de cabines de estudo e novos espaços de acolhimento e permanência estudantil.

Essas iniciativas evidenciam nosso compromisso com a modernização da infraestrutura do Centro, alinhando-a às exigências crescentes do ensino, da pesquisa e da extensão.

Outro avanço institucional relevante foi o credenciamento do CI junto ao CATI/MCTI, que habilita o Centro a captar e executar projetos com recursos da Lei das TICs, ampliando significativamente nossa  inserção em redes nacionais de ciência, tecnologia e inovação e fortalecendo a interlocução com o setor  produtivo. Além disso, estruturamos um Portfólio Institucional do CI junto com o nosso Escritório de  Projetos Estratégicos, sistematizando nossos principais projetos, resultados e competências, com o objetivo  de qualificar e ampliar a captação de recursos no Centro.

No âmbito da inovação e do desenvolvimento regional, merece destaque a parceria em tramitação  com a Inovatec-JP, que poderá resultar na implantação de um novo edifício de aproximadamente 2.500 m², a ser compartilhado entre o CI e a Inovatec. Caso concretizada, essa iniciativa representará um salto  qualitativo na infraestrutura do Centro, ampliando significativamente nossa capacidade de atuação em  ensino, pesquisa aplicada, empreendedorismo e interação com o setor produtivo.

Agradecemos a toda a comunidade acadêmica pelo empenho, espírito colaborativo e dedicação que tornaram esses avanços possíveis.

Seguiremos juntos, construindo o futuro do CI.

TIAGO MARITAN
Diretor do CI/UFPB

ALISSON BRITO
Vice-Diretor do CI/UFPB

2 VISÃO GERAL DA UNIDADE

2.1 APRESENTAÇÃO

O Centro de Informática (CI) da Universidade Federal da Paraíba, integra o sistema de ensino, pesquisa e extensão da UFPB, como órgão setorial de administração e coordenação das atividades de ensino, pesquisa e extensão, exercendo, através de seus órgãos próprios, funções deliberativas e executivas, através da organização e coordenação de Departamentos, Coordenações de Cursos de Graduação e de Programas de Pós-Graduação, órgãos suplementares e outras unidades de apoio didático, científico, tecnológico e administrativo, conforme definido no Art. 6º, Capítulo II, do Regimento Geral da UFPB.

2.2 HISTÓRICO, MISSÃO E VALORES

HISTÓRICO

O CI/UFPB foi criado no ano de 2011, a partir do Departamento de Informática do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN), como uma ação do Programa de Apoio à Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), cuja proposta foi elaborada pelo então Coordenador do Programa REUNI na UFPB, Guido Lemos de Souza Filho, docente lotado e em exercício no CI/UFPB.

A partir de sua criação, o CI/UFPB funcionou em instalações físicas cedidas pelo CCEN/UFPB, sendo que as obras do novo Centro foram concluídas no ano de 2013; no entanto, a ausência de contratação de obras complementares atrasou a mudança – de equipamentos e pessoas – processo que teve início a partir de 02 de março de 2015, data em que a Diretoria de Centro mudou-se oficialmente para a sua sede, na Unidade Acadêmica “Prof. Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque Filho”, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa-PB. A inauguração do Centro ocorreu no dia 18 de novembro de 2015.

O CI/UFPB atua em sintonia com os objetivos preconizados pelo REUNI, buscando a excelência acadêmica fundamentada no exercício da investigação científica, proporcionada pela oferta de atividades de iniciação científica, iniciação tecnológica e estágio curricular, agregada às atividades de ensino previstas, no decorrer dos cursos de graduação e dos Programas de Pós-Graduação oferecidos pelo referido Centro.

MISSÃO

Promover a formação de profissionais, em nível de excelência, aptos a atuarem no mundo contemporâneo do trabalho, visando o desenvolvimento social, econômico, tecnológico e político da sociedade, agregando — através das atividades de ensino, pesquisa e extensão — à investigação científica, a construção de conhecimentos em suas áreas de atuação, respeitando-se a sustentabilidade, inclusão, equidade e responsabilidade social.

VISÃO
Ser referência nacional em excelência acadêmica, pesquisa e inovação tecnológica, formando talentos orientados para o avanço científico e o desenvolvimento da sociedade, atuando com responsabilidade social e sustentabilidade.

VALORES

  • Excelência acadêmica;
  • Inovação e criatividade;
  • Responsabilidade social e sustentabilidade;
  • Ética e transparência;
  • Inclusão e diversidade;
  • Colaboração e difusão do conhecimento científico e tecnológico.

2.3 ESTRUTURA ACADÊMICA E ADMINISTRATIVA

A estrutura organizacional do CI/UFPB compreende os órgãos integrantes de sua estrutura acadêmico-administrativa, com definições e atribuições estabelecidas pelo Estatuto e Regimento Geral da Universidade Federal da Paraíba, conforme consta na Figura 1.

Figura 1 – Estrutura Organizacional do CI/UFPB

O CI/UFPB adota, amparado pelo Estatuto e pelo Regimento Geral da UFPB, o Modelo de Estrutura Organizacional de Instituições Federais de Ensino Superior, especificamente, o arranjo institucional de  Gestão Colegiada e Descentralizada, dentro do modelo conhecido como Estrutura Regimental ou  Estatutária, específico das Autarquias e Fundações de regime especial, no qual se enquadram as  universidades federais. Desta forma, a estrutura acadêmico-administrativa do Centro de Informática se  encontra estruturada em quatro componentes específicos da Gestão Colegiada e Descentralizada, a saber:

I – Órgãos Deliberativos  

a) Conselho de Centro 

b) Colegiados Departamentais 

c) Colegiados de Cursos 

II – Órgãos Executivos 

a) Direção de Centro 

b) Chefias de Departamentos 

  • Departamento de Computação Científica (DCC) 
  • Departamento de Informática (DI) 
  • Departamento de Sistemas de Computação (DSC) 

c) Coordenações de Cursos de Graduação 

  • Coordenação do Curso de Bacharelado em Ciência da Computação 
  • Coordenação do Curso de Bacharelado em Ciência de Dados e Inteligência Artificial
  • Coordenação do Curso de Bacharelado em Engenharia da Computação 

d) Coordenações de Programas de Pós-Graduação lato sensu e stricto sensu

  • Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Informática 

III – Órgãos de Apoio Administrativo 

a) Secretaria de Centro 

b) Coordenação Administrativa de Centro (CAC) 

c) Coordenação de Tecnologia da Informação (CTI) 

d) Coordenação de Comunicação Institucional (CCI) 

e) Coordenação de Planejamento de Centro (CODEPLAN) 

f) Coordenação Financeira de Centro (CFC) 

g) Coordenação de Gestão de Pessoas (CGP) 

h) Escritório de Projetos Estratégios (EPE) 

i) Secretarias Integradas de Atendimento à Graduação (SIAG) 

j) Secretarias Integradas de Atendimento à Pós-Graduação (SIAPG) 

k) Secretarias Integradas de Atendimento aos Departamentos (SIAD)

IV – Órgãos de Apoio Didático-Científico 

a) Biblioteca Setorial 

b) Laboratórios de Informática de Uso Geral 

  • C 105 
  • C 106 
  • T 07 

c) Laboratórios de Atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão 

  • Laboratório de Aplicações em Inteligência Artificial (ARIA) 
  • Laboratório de Arquitetura e Sistemas de Software (LARQSS) 
  • Laboratório de Arquitetura e Sistemas Integráveis e Circuitos (LASIC) 
  • Laboratório de Computação Ubíqua Móvel (LUMO) 
  • Laboratório de Engenharia e Sistemas de Robótica (LASER) 
  • Laboratório de Inteligência Artificial Aplicada (LIAA) 
  • Laboratório de Medidas e Instrumentação (LMI) 
  • Laboratório de Redes (LAR) 
  • Laboratório de Sistemas Digitais (LASID) 
  • Laboratório TRILL 

d) Núcleo de Pesquisa e Extensão (NPE) 

  • Laboratório de Aplicação em Vídeos Digitais (NPE/LAVID) 

2.4 ÁREAS DE ATUAÇÃO DO CENTRO 

O Centro de Informática atua nas áreas de Ciências Exatas e das Engenharias. 

3 CENTRO DE INFORMÁTICA EM NÚMEROS 

3.1 ENSINO 

O Centro de Informática oferta três cursos de graduação e um Programa de Pós-Graduação, stricto  sensu, sendo que no Quadro 1, constam dados referentes aos cursos de graduação, contendo número de  alunos ingressantes, matriculados, bem como dados referentes ao trancamento de matrículas,  cancelamentos do vínculo, concluintes e taxa de evasão, em conformidade com informações  disponibilizadas em https://www.sti.ufpb.br/gii/indicadoresgraduacao, acessadas em 21/01/2026.

Quadro 1 – Ensino de Graduação: Ingressantes, Matriculados, Trancamentos, Vínvulos cancelados, Concluintes e Taxas de evasão 

CURSO PERÍODO: 2024.2Ingressantes Matriculados Matriculados 2024.1Trancamentos Vínculos  CanceladosConcluintes Concluintes 2024.1Evasão1
Bacharelado em Ciência da Computação 46 415 403 10 14 18 12 5,63%
Bacharelado em Ciência de Dados e  Inteligência Artificial 31 233 230 08 15 08 02 11,43%
Licenciatura em Computação – EaD – 05 05 – – 02 01 25%
Bacharelado em Engenharia da  Computação40 386 407 10 10 15 27 8,95%
CURSO  PERÍODO: 2025.1Ingressantes Matriculados Matriculados 2024.2Trancamentos Vínculos  CanceladosConcluintes Concluintes 2024.2Evasão
Bacharelado em Ciência da Computação 49 431 415 18 23 28 18 3,78%
Bacharelado em Ciência de Dados e  Inteligência Artificial 40 246 233 10 15 18 08 0,5%
Licenciatura em Computação – EaD – 02 05 – 01 01 02 34%
Bacharelado em Engenharia da  Computação43 379 386 10 07 13 15 9,44%

Fonte: elaborado a partir de https://www.sti.ufpb.br/gii/indicadoresgraduacao/. Acesso em: 21 jan, 2026.

1 O cálculo da taxa de evasão é calculado pela fórmula: TxEvp = [1- (NDMp -NDIp)/( NDM(p-1) – NDCO(p-1))]x100 (1), onde: NDMp: Matriculados no período p que se deseja calcular a evasão; NDIp:-Ingressantes no período p que se deseja calcular a evasão; NDM(p-1): Matriculados no período anterior ao período de referência que se deseja calcular a evasão, ou seja, (p-1); NDCO(p-1) : Concluídos no período anterior ao  período de referência que se deseja calcular a evasão, ou seja, (p-1). Fonte: Observatório dos Dados da Graduação (ODG) da PRG/UFPB. Glossário e Manual para cálculo dos dados da graduação:  termos, indicadores, definições, fórmulas de cálculos e modelos de agregação. João Pessoa, PRG/UFPB, 2024. Disponível em: http://plone.ufpb.br/prg/contents/documentos/odg_glossario_vfinal.pdf, Acesso  em: 20 jan, 2026.

Segue, no Gráfico 1, os dados do Quadro 1, contendo esquematização sobre os índices relacionados ao ensino de graduação no CI/UFPB, referentes aos períodos letivos 2024.2 e 2025.1. 

Gráfico 1 – Dados dos cursos de graduação do CI/UFPB, referentes aos períodos letivos 2024.2 e 2025.1

Fonte: CODEPLAN/CI, 2026.

Em relação à Pós-graduação, o CI oferece o Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGI),  ofertando um curso stricto sensu em nível de Mestrado e outro, em nível de Doutorado. O PPGI tem conceito 4 da CAPES. O curso de Mestrado tem área de concentração em duas únicas linhas de pesquisa: “Sinais,  Sistemas Digitais e Gráficos” e “Computação Distribuída“, abarcando as áreas de Redes de Computadores,  Bancos de Dados, Processamento de Sinais e de Imagens, Arquitetura de Computadores, Aplicações em  Televisão Digital, Engenharia de Software, Segurança, Otimização, Computação Gráfica, Internet of Things e Cidades Inteligentes. Por outro lado, o Doutorado tem duas linhas de pesquisa, em “Sistemas de  Computação” e “Metodologia e Técnicas de Computação”. Após tais considerações, seguem, no Quadro 2,  alguns dados relativos à Pós-Graduação do CI/UFPB, no ano de 2025. 

Quadro 2 – Alunos Ativos, Qualificações e Defesas, do PPGI/CI, ano de 2025.

MESTRADO DOUTORADO
ALUNOS ATIVOS 79 33
QUALIFICAÇÕES 14 
DEFESAS 14 

Fonte: https://sigaa.ufpb.br/sigaa/public/programa/noticiasDefesas.jsf?lc=pt_BR&id=1879, acesso em 30 jan., 2026.

3.2 PESQUISA 

O Centro de Informática conta com variados grupos de pesquisa e laboratórios, que realizam  pesquisas em áreas avançadas da computação, destacando-se o Laboratório de Arquitetura e Sistemas  de Software (LARQSS), e o Núcleo de Pesquisa e Extensão Laboratório de Aplicação em Vídeos Digitais  (NPE/LAVID), bastante conhecido pelo pioneiro projeto VLIBRAS2. Seguem os dados acerca desses grupos  de pesquisa, no Quadro 3.  

2 VLIBRAS – A suite VLibras é um conjunto de ferramentas gratuitas e de código aberto que traduz conteúdos digitais (texto, áudio  e vídeo) em Português para Libras, tornando computadores, celulares e plataformas Web mais acessíveis para as pessoas  surdas. O VLibras é o resultado de uma parceria entre o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGISP), por  meio da Secretaria de Governo Digital (SGD), o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria  Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD), e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), através do Laboratório  de Aplicações de Vídeo Digital (LAVID).Fonte: https://www.gov.br/governodigital/pt-br/acessibilidade-e-usuario/vlibras. Acesso  em: 27 jan., 2026. 

Quadro 3 – Grupos e Projetos de Pesquisa do Centro de Informática da UFPB, ano de 2025 

Grupos de Pesquisa Coordenador(a)
GeREnCIa – Grupo de Pesquisa Cidades Inteligentes Fernando Menezes Matos 
Grupo de Sistemas Distribuídos e Ubíquos (GSIDU) Fernando Menezes Matos 
Dinâmica Não-Linear, Caos e Sistemas Complexos Hugo Leonardo Davi de Souza  Cavalcante
Teoria, Algoritmos e Aplicações de Otimização Roberto Quirino do Nascimento
Visão Computacional, Reconhecimento de Padrões e Bioinformática Leonardo Vidal Batista 
Tecnologias em Sistemas Interativos e Inteligentes para Ensino  VirtualLiliane dos Santos Machado 
LAVID – Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital Tiago Maritan Ugulino de Araújo 
Laboratório de Modelagem em Engenharia de Petróleo (LaMEP) Moisés Dantas do Santos 
Grupo de Pesquisa em Engenharia de Sistemas e Robótica Tiago Pereira do Nascimento 
10 Design Audiovisual Valdecir Becker
11 Derivada Topológica de Ordens Superiores Aplicadas a Problemas  InversosJairo Rocha de Faria 
12 Laboratório de Medidas e Instrumentação Ruy Alberto Pisani Altafim 
13 Laboratório de Aplicações em Inteligência Artificial (ARIA) Yuri de Almeida Malheiros Barbosa 
14 Laboratório de Engenharia e Sistemas de Robótica (LASER) Alisson Vasconcelos de Brito 
15 Logistics and Optimization Group (LOG) Anand Subramanian
16 TRIL Lab – Engenharia Computacional Gustavo Charles Peixoto de  Oliveria
17 Grupo de Pesquisa em Robótica Móvel Terrestre Augusto de Holanda Barreto  Martins Tavares 
18 Grupo de Tecnologias Quânticas Leandro Carlos de Souza 
Projetos de PesquisaCoordenador (a)
1Leis de Conservação e o Problema da Injeção de Polímeros em  Meios PorososAparecido Jesuíno de Souza
Métodos de resolução para problemas de roteamento de veículos, compartilhamento de bicicletas e para problemas de otimização  associados à gestão acadêmicaBruno Petrato Bruck 
Predição de Parâmetros Aerodinâmicos Ótimos em Projéteis Militares  do Tipo Base-Bleed por Métodos Guiados por DadosGustavo Charles Peixoto de  Oliveira
Métodos exatos e heurísticos aplicados à geração de carrossel no  Sistema Brasileiro de TV DigitalLucídio dos Anjos Formiga Cabral
Machine learning para modelagem preditiva em ciência de materiais Tatiana Araújo Simões
6Métodos exatos e heurísticos para problemas de roteamento de  veículos e de escalonamento de tarefasTeobaldo Leite Bulhões Junior 
7Contrastive Learning para Detecção Automática de Jogadas e  Geração de Comentários em Vídeos de FutebolYuri Malheiros de Almeida Barbosa
8Modelos Multimodais de IA e Algoritmos Computacionais para  Otimização de Tocabilidade e Geração Inteligente de Notação  Musical para ViolãoCarlos Eduardo Coelho Freire  Batista
9Além do Som: Aprimoramento de um Sistema para Tradução de  Conteúdo Sonoro em Experiências Multissensoriais para Pessoas  SurdasCarlos Eduardo Coelho Freire  Batista
10 Guias Táteis em Simuladores Virtuais . Liliane dos Santos Machado
11Sistema Inteligente de Geração de Respostas ao Impulso de Salas  baseado em Meta-Aprendizagem: Aplicação de Embeddings  Perceptuais para Produção Musical e Design de SomThais Gaudêncio do Rêgo
12 Uma Plataforma Aberta Baseada no VLibras para Tradução  Automática para Múltiplas Línguas de SinaisTiago Maritan Ugulino de Araújo
13 Plataforma Inteligente para Visualização de Dados Aplicada à Gestão  do PIBIC na UFPBTiago Maritan Ugulino de Araújo
14 Métodos de resolução para problemas de roteamento de veículos  robusto e dinâmicoAnand Subramanian
15 Algoritmos para resolução de problemas logísticos de coleta e  entrega no setor de mudançasAnand Subramanian 
16 Ambiente Virtual para Simulação e Teste de Algoritmos de  Navegação de Robôs de Superfície AquáticaDavi Henrique dos Santos 
17 Investigando o Uso de LLMs Aplicado ao Gerenciamento de Redes  de ComputadoresEwerton Monteiro Salvador 
18Estratégias de Disseminação Semântica com Computação na Borda  em Redes de Veículos Autônomos para Tratamento de Eventos  CríticosFernando Menezes Matos 
19 Pesquisa em redes de comunicação: segurança e confiabilidade Iguatemi Eduardo da Fonseca 
20 Sistema de Coordenação de Voo Ágil Baseado em Visão para  VANTS de Entrega de Material por Cabo SuspensoTiago Pereira do Nascimento
21 Robô Ambiental Híbrido Autônomo para Áreas Alagadas e Alagáveis  (RAHA)Tiago Pereira do Nascimento 
22 Desenvolvimento de um sistema integrado de EEG e Eye Tracking para aprimorar a recomendação de conteúdosValdecir Becker 
23 Ferramentas de Inteligência Artificial: uma análise sobre o uso e  implementações no contexto acadêmicoVerônica Maria Lima Silva 

Fontes: https://sigaa.ufpb.br/sigaa/public/centro/bases_pesquisa.jsf?lc=pt_BR&id=1856. Acesso em: 27 jan., 2026;  https://sigaa.ufpb.br/sigaa/public/departamento/pesquisa.jsf?id=1859, acesso em 27 jan., 2026; https://sigaa.ufpb.br/sigaa/public/departamento/pesquisa.jsf?id=2151, acesso em 27 jan., 2026;  https://sigaa.ufpb.br/sigaa/public/departamento/pesquisa.jsf?id=1858, acesso em 27 jan, 2026.

3.3 EXTENSÃO 

O Centro de Informatica da UFPB desenvolve projetos de extensão, com ênfase em computação,  IA e tecnologia, orientados para o desenvolvimento regional, capacitação e inovação, cujo objetivo principal  é a transferência de conhecimento técnico para a comunidade, além de oferecer serviços e capacitação em  áreas estratégicas, como Tecnologia e Educação, Inteligência Artificial e Ciência de Dados, Inclusão Digital  e Social, Formação Estudantil e Pesquisa Aplicada. Vejamos os dados do Quadro 4. 

Quadro 4 – Ações na área de Extensão Universitária, desenvolvidas pelo CI, no ano de 2025 

TÍTULO COORDENADOR(A)
Jornada JPTech de Capacitação – Edição 2025. Danielle Rousy Dias Ricarte
IA para Todos: Capacitação Digital e Inclusão Social na Educação  Pública.Vitor Meneguetti Ugulino de Araújo 
Oficinas de Programação para meninas do ensino médio: estimulando  o interesse pela computação – Ano XI. Josilene Aires Moreira 
TI Verde: Disseminação de Práticas de Sustentabilidade em  Tecnologia da Informação em João Pessoa. Alan Kelon Oliveira de Moraes
Aquário: Plataforma de Integração do Centro de Informática da UFPB. Yusca Paola Costa Aguiar
Final da Competição Paraibana de Robótica. Elizabet Maria Spohr de Medeiros
Trilha UFPB: formação técnica, mentoria e protagonismo estudantil em  computação.Tatiana Araújo Simões
TAIL – Technology and Artificial Intelligence League. Yuri de Almeida Malheiros Barbosa
Consolidação e Expansão do Projeto ReLab: Laboratório de  Reciclagem e Reutilização de Componentes Eletrônicos.Romulo Calado Pantaleão Camara
10Redução das Desigualdades: Promovendo a Inclusão de Alunas  Quilombolas na Área de STEM através de Práticas em Tecnologia da  Informação.Josilene Aires Moreira
11 Produção e distribuição de videoaulas para o ensino de robótica na  rede pública de ensino.Auguto de Holanda Barreto Martins  Tavares
12 Projeto e construção de foguetes experimentais para competição em  foguetemodelismo e aprendizagem de tecnologia aeroespacial – ano 3Hugo Leonardo Davi de Souza  Cavalcante
13 CortechX – Liga Acadêmica Valdecir Becker 

Fontes: https://sigaa.ufpb.br/sigaa/public/departamento/extensao.jsf?id=2151, acesso em 27 jan., 2026;  https://sigaa.ufpb.br/sigaa/public/departamento/extensao.jsf?id=1858, acesso em 27 jan., 2026;  https://sigaa.ufpb.br/sigaa/public/departamento/extensao.jsf?id=1859, acesso em 27 jan., 2026. 

4 RESULTADOS ALCANÇADOS  

O Centro de Informática pretende realizar seu primeiro Planejamento de Gestão Setorial (PGS), no  ano de 2026, de forma que no presente Relatório constarão ações relativas aos objetivos estratégicos do  PDI da UFPB, em relação ao CI/UFPB.  

O Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI 2024-2028/UFPB – em vigor, cobre o lapso  temporal correspondente ao quinquênio que vai do ano de 2024 ao ano de 2028, cujos objetivos estratégicos  que impactam o Centro de Informática estão relacionados à área de Tecnologia da Informação e Inovação,  conforme esquematizado no Quadro 5, alcançados no ano de 2025. 

Quadro 5 – Objetivos estratégicos do PDI UFPB 2024/2028 atendidos pelo CI/UFPB

PERSPECTIVA: APRENDIZADO E CRESCIMENTO
OBJETIVO DESCRIÇÃO
OE.03. Promover capacitação e qualificação dos servidores com destaque para as áreas estratégicas.Implementação de ações voltadas à capacitação e qualificação  contínua dos servidores, alinhadas com as necessidades  institucionais, de forma a fortalecer as competências técnicas,  gerenciais e pedagógicas, promovendo o desenvolvimento profissional  e o aprimoramento dos serviços prestados pela instituição.
OE.04. Dimensionar, estruturar e otimizar o quadro de servidores.Direcionamento das necessidades de provimento, remoção e  realocação de servidores, garantindo a otimização da força de  trabalho, por meio da análise do perfil e das competências individuais,  alocando-os em conformidade com as necessidades da instituição e o  planejamnto estratégico.
OE.07: Ampliar as ações de comunicação institucionalExpansão das ações de comunicação institucional, interna e externa, em diferentes mídias, formatos e linguagens (textual, visual,  audiovisual e sonora), a fim de garantir a divulgação das ações de ensino, pesquisa, extensão e gestão, a transparência pública das  ações e a difusão social dos conhecimentos produzidos pela instituição.
OE.09: Prover a segurança das  pessoas e do patrimônio.Aperfeiçoamento dos mecanismos necessários à garantia da  segurança da comunidade universitária e do patrimônio da instituição.
OE.10: Assegurar a prestação de serviços de TI de qualidade.Atendimento das demandas das unidades acadêmicas e  administrativas no que se refere à tecnologia da informação,  garantindo o conjunto de recursos necessários à qualidade no  cumprimento das atividades da instituição.
PERSPECTIVA: PROCESSOS INTERNOS
OBJETIVO DESCRIÇÃO
OE.11: Aprimorar práticas  administrativas baseadas nos  princípios da boa governança e  gestão pública.Fortalecimento de práticas de liderança, estratégia e controle para  avaliação, direcionamento e monitoramento da gestão, fundamentadas  nos princípios de integridade, responsabilidade, compromisso e  transparência.
OE.12: Fortalecer o desempenho  acadêmicoGerenciamento de políticas institucionais para a melhoria do acesso, permanência, conclusão e diplomação dos estudantes.
OE.13: Fortalecer a extensão universitária e promover a arte e a cultura.Reforçar a atuação da universidade na extensão universitária e na  valorização da arte e cultura, promovendo o envolvimento da  comunidade acadêmica e oferecendo aos discentes uma formação  integrada.
OE.14: Incentivar a pesquisa e a  inovação científica e tecnológica.Fortalecimento das atividades de pesquisa e de inovação de modo a  ampliar a produção acadêmica e tecnológica, contribuindo para a disseminação do conhecimento produzido na Universidade.
PERSPECTIVA: PROCESSOS INTERNOS
OBJETIVO DESCRIÇÃO
OE.11: Aprimorar práticas  administrativas baseadas nos princípios da boa governança e  gestão pública.Fortalecimento de práticas de liderança, estratégia e controle para  avaliação, direcionamento e monitoramento da gestão,  fundamentadas nos princípios de integridade, responsabilidade,  compromisso e transparência.
OE.12: Fortalecer o desempenho  acadêmicoGerenciamento de políticas institucionais para a melhoria do acesso, permanência, conclusão e diplomação dos estudantes.
OE.13: Fortalecer a extensão universitária e promover a arte e a cultura.Reforçar a atuação da universidade na extensão universitária e na  valorização da arte e cultura, promovendo o envolvimento da  comunidade acadêmica e oferecendo aos discentes uma formação  integrada.
OE.14: Incentivar a pesquisa e a  inovação científica e tecnológica.Fortalecimento das atividades de pesquisa e de inovação de modo a  ampliar a produção acadêmica e tecnológica, contribuindo para a disseminação do conhecimento produzido na Universidade.

 Fonte: PDI/UFPB 2024/2028, disponível em: https://www.proplan.ufpb.br/pdi-ufpb-2024-2028/. Acesso em: 29 jan., 2026. 

No que se refere ao OE 03, ao longo dos seus quase 15 anos de existência, o CI adotou a prática  de incentivar e promover a capacitação e qualificação dos servidores técnico-administrativos, através do  desenvolvimento de ações voltadas à capacitação e qualificação contínua dos servidores, alinhadas com as  necessidades institucionais; já em relação ao OE.04, o CI adota a prática de direcionar as necessidades de  provimento, remoção e realocação de servidores de acordo com as necessidades institucionais e o  planejamento, respeitando a análise do perfil e das competências individuais de cada servidor selecionado.

Por outro lado, o OE.07 também foi contemplado, através da comunicação institucional, em diversos  canais e formatos, com o objetivo de dar visibilidade ao ensino, pesquisa e extensão, enfatizando a  transparência pública e a publicização dos atos institucionais do CI, garantindo, dessa forma, a  democratização e o acesso ao conhecimento produzido nas áreas em que atua. Observou-se a execução  do OE 09, relativo ao provimento da segurança das pessoas e do patrimônio institucional do CI, atingindo se também, o OE 10, que trata de assegurar a prestação de serviços de TI de qualidade, otimizando o  atendimento às demandas acadêmicas e administrativas postas, buscando garantir o conjunto de recursos  necessários à garantia da qualidade no cumprimento de tais demandas.  

O CI/UFPB tem buscado, continuamente, o cumprimento do OE.11, visando o fortalecimento de  práticas administrativas ancoradas nos princípios da boa governança e gestão pública, fundamentadas nos  princípios institucionais da integridade, responsabilidade e transparência. Ao longo do ano civil de 2025, o  CI contemplou o OE 12, através do fortalecimento do desempenho acadêmico de seus cursos, e, em relação  à graduação, em conformidade com os dados do Quadro 1, observou-se:

a) aumento no numero de  ingressos nos cursos de Ciência da Computação, Ciência de Dados e Inteligência Artificial e Engenharia da  Computação;

b) aumento das matrículas nos cursos de Ciência da Computação e Ciência de Dados e  Inteligência Artificial;

c) aumento no número de concluintes nos cursos de Ciência da Computação e Ciência  de Dados e Inteligência Artificial, e

d) redução dos índices de evasão dos cursos de Ciência da Computação  e Ciência de Dados e Inteligência Artificial.  

No que diz respeito ao OE.13 o CI ampliou sua participação em ações de extensão universitária,  (vide Quadro 3);o OE 14 referente à pesquisa e inovação científica e tecnológica, de acordo com dados  constantes no Quadro 3, observou-se a existência de um número expressivo de grupos e de projetos de  pesquisa, executados ao longo do ano de 2025.  

Pode-se afirmar que os objetivos estratégicos do PDI UFPB 2024/2028, que afetam diretamente a  atuação do CI e de seus laboratórios (como o LAVID, LASER, LUMO, entre outros) estão diretamente  relacionados à três objetivos específicos, a saber:  

  • Fortalecimento da pesquisa e da inovação – O PDI foca na formação de pesquisadores e na  ampliação da base de pesquisa por meio da incorporação de novos pesquisadores e  fortalecimento de grupos de pesquisa, revelando a necessidade de expansão da infraestrutura  multiusuária para suporte às atividades de pesquisa; 
  • Gestão de Tecnologia da Informação (TI) – apesar de a Superintendência de Tecnologia da  Informação (STI) da UFPB, ser o órgão executor das políticas de TI do PDI, estas refletem áreas  específicas de competência técnica do CI, nas áreas de Segurança e Privacidade e de Desenvolvimento de Softwares, em que esta última se refere ao desenvolvimento de soluções de software e hardware de código aberto visando a autonomia institucional, favorecendo a  colaboração interdisciplinar de áreas como a ciência da Computação.  
  • Impacto social e inovação tecnológica – o OE.17 prevê a ampliação do fortalecimento  institucional da UFPB junto à sociedade, por meio de ações que contribuam para o  desenvolvimento tecnológico e social, materilizadas pela inovação tecnológica e  responsabilidade social consideradas como eixos centrais do ciclo de gestão que se iniciou no  primeiro ano de vigência do PDI em análise.  

Assim, constata-se que o CI se constitui em importante ativo para a UFPB, uma vez que sua atuação técnica, acadêmica e de pesquisa tem sido decisiva para o cumprimento das metas de transformação digital,  soberania tecnológica (via software livre) e excelência em pesquisa científica, previstas no PDI UFPB 2024- 2028. 

5. GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA 

5.1. INTRODUÇÃO 

No ano de 2024, a Coordenação de Orçamento da PROPLAN, por meio do processo de número  23074.061307/2024-74, apresentou ao Centro de Informática a Proposta Orçamentária com os recursos que  seriam disponibilizados ao Centro para execução no exercício financeiro de 2025. 

De acordo com o referido processo, o Centro iria dispor de um total de R$101.877,80 para despesas  de Custeio e R$17.978,44 para despesas de Capital. Dos valores inicialmente disponibilizados, por meio do  processo 23074.042833/2025-95, houve solicitação de alteração da categoria econômica da despesa,  ficando a distribuição de recursos de acordo com o demonstrativo do Quadro 6. 

Quadro 6 – Proposta orçamentária para o CI/UFPB, exercício de 2025 

PLANO INTERNO CUSTEIO CAPITAL
M0000G19CIN – C.I R$ 91.877,80 R$ 27.978,44

Fonte: Coordenação de Finanças do CI/UFPB, 2026. 

5.2. EXECUÇÃO 

Após a distribuição, os recursos destinados ao Centro de Informática foram executados3 de  acordo com a natureza e objetivo conforme detalhado no Quadro 7. 

Quadro 7– Execução Orçamentária do CI/UFPB, exercício 2025 

NATUREZA OBJETIVO VALOR EXECUTADO
339033 – PASSAGENS E  DESPESAS COM  LOCOMOCAOR$ 15.853,19
339014 – DIARIAS – PESSOAL CIVILR$ 16.037,45
339030 – MATERIAL DE  CONSUMOR$ 20.693,49
339039 – OUTROS  SERVICOS DE  TERCEIROS – PESSOA  JURIDICAR$ 9.459,32
339040 – SERVICOS DE  TECNOLOGIA DA  INFORMACAO E  COMUNICACAO – PJR$ 9.539,68
339036 – OUTROS  SERVICOS DE  TERCEIROS – PESSOA  FISICAV0000N01EIN –ESTAGIARIOS DO CIR$ 6.047,88
MANUTENÇÃO DE AR  CONDICIONADOR$ 6.000,00
SERVIÇOS COMUNS DE  ENGENHARIAR$ 7.629,36
449052 -EQUIPAMENTOS  E MATERIAL  PERMANENTER$ 27.799,00

Fonte: Coordenação de Finanças do CI/UFPB, 2026. 

3 Do total disponibilizado, o Centro de Informática executou 99,32% dos recursos disponíveis em Despesas de Custeio e  99,35% do disponível em Despesas de Capital. Fonte: Coordenação de Finanças do CI/UFPB, 2026. 

6. OUTRAS INFORMAÇÓES RELEVANTES 

6.1 PARCERIAS INSTITUCIONAIS 

O Centro de Informática (CI) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mantém diversas  parcerias institucionais voltadas para pesquisa, desenvolvimento tecnológico, extensão e  internacionalização, tendo como parceiros órgãos públicos e instituições de ensino superior, tanto no Brasil  quanto no exterior, conforme dados contidos no Quadro 8. 

 Quadro 8 – Parcerias Institucionais do CI/UFPB, vigentes no ano de 2025 

PARCEIRAS COM ÓRGÃOS PÚBLICOS
1. Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB): Acordos para fortalecimento da infraestrutura tecnológica e  doação de equipamentos. 2. Governo da Paraíba (Sead): Cooperação técnica com a Secretaria de Administração para  o desenvolvimento de soluções em gestão de contratos públicos através de laboratórios de  inovação. 3. Saúde Pública: Cooperação com o Hospital Universitário (HU) e o Hospital Universitário  Lauro Wanderley (HULW) para projetos de TI aplicados à saúde e formação de recursos  humanos.
PARCEIRAS COM O SETOR PRODUTIVO E INOVAÇÃO
4. Agência INOVA-UFPB: O CI atua em conjunto com a Agência de Inovação para conectar pesquisas  acadêmicas a demandas de empresas privadas, resultando em depósitos de patentes e projetos de  P&D. 5. CEITEC: Implementação de uma unidade do Conglomerado de Empreendimentos Inovadores  para fomentar startups e o empreendedorismo dentro do campus.
COOPERAÇÃO ACADÊMICA E INTERNACIONAL 
6. Intercâmbios: Projetos aprovados pela CAPES que viabilizam a mobilidade internacional para  alunos do CI, incluindo parcerias com instituições na França7. Redes de Pesquisa: Participação em editais da FINEP e colaboração com o Instituto Brasileiro de  Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT).

 Fonte: Pesquisa exploratória, 2026.

6.2 PREMIAÇÕES E RECONHECIMENTOS 

O CI tem demonstrado forte atuação na área de Pesquisa Operacional e Inteligência Artificial, com  destaque para a aplicação prática de soluções em logística e otimização, acumulando prêmios em  competições de tecnologia, pesquisa operacional e produção acadêmica, especialmente entre 2024 e 2025.  Segue, no Quadro 9, um resumo sobre as premiações e destaques ao longo dos últimos dois anos. 

Quadro 9 – Prêmios e Reconhecimentos conferidos ao CI/UFPB, nos anos de 2024 e 2025 

PREMIAÇÕES E DESTAQUES CONCEDIDOS, NOS ANOS DE 2024 E 2025
1. Huawei Developer Competition LATAM 2025: Estudantes do CI conquistaram o 3º lugar na competição  latino-americana, ficando entre os finalistas na etapa presencial em Brasília. 2. Pesquisa Operacional (INFORMS – Internacional): Alunos do CI foram finalistas em 2024 no  prestigiado prêmio do Institute for Operations Research and the Management Sciences (INFORMS),  sendo os únicos representantes da América Latina. 3. Simpósio Brasileiro de Pesquisa Operacional (SBPO 2024): Conquista do 2º lugar na competição de  Trabalhos de Graduação, destacando-se em otimização logística. 4. Destaque no CNPq: A UFPB conquistou o 21º Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica  do CNPq em 2024, ressaltando a qualidade da pesquisa na instituição. 5. Concurso de Teses em IA: Aluno do Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGI) foi premiado  em concurso de teses e dissertações em IA e computacional em dezembro de 2024.
RECONHECIMENTOS ACADÊMICOS E PROFISSIONAIS
1. Alto Desempenho no SiSU 2024/2025: O curso de Ciência da Computação do CI consolidou-se como  um dos mais concorridos da UFPB, ocupando o 3º lugar nas notas de corte em 2024/2025. 2. LAVID/CI: O Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAVID) do CI é frequentemente reconhecido  por méritos em tecnologia e inovação, incluindo projetos de extensão.
RECONHECIMENTOS HISTÓRICOS ANTERIORES
1. Prêmio Elo Cidadão (2014): Reconhecimento por projetos que promovem cidadania na área de  engenharia de computação. 2. IEEE e Hackathons: Alunos do CI já conquistaram o 1º lugar no Hackathon do Campus Festival (2015) e  pódios na Reunião Nacional de Ramos Estudantis IEEE (2017).

Fonte: Pesquisa exploratória, 2026.

6.3 BOAS PRÁTICAS DE GESTÃO 

O CI/UFPB, além de possuir um quadro de Servidores Técnico-Administrativos muito bem  qualificado, adota boas práticas de gestão, através do incentivo e planejamento de educação continuada,  estimulando e favorecendo a participação dos Técnico Administrativos em Educação (TAEs) em cursos de  capacitação oferecidos pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) da UFPB. 

6.4 INICIATIVAS DE SUSTENTABILIDADE, ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO 

Vejamos um resumo sobre as Iniciativas de Sustentabilidade, Acessibilidade e Inclusão  desenvolvidas pelo CI/UFPB, no ano de 2025, a partir de notícia publicada no site do CI/UFPB. 

Um projeto do Centro de Informática (CI) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) vem  contribuindo para ampliar o debate sobre soluções voltadas à redução do impacto ambiental causado  pela Tecnologia da Informação. Coordenado pelo professor Alan Moraes, do Departamento de  Informática do campus I, o projeto “TI Verde: Disseminação de Práticas de Sustentabilidade em  Tecnologia da Informação em João Pessoa” foi recentemente aprovado no edital do Programa de  Bolsas de Extensão (Probex) 2025–2026 e está em sua primeira edição. 

O Centro de Informática deu um passo importante na agenda ambiental com a criação do  Laboratório de Tecnologias Digitais, é a base do projeto TI Verde, que busca conciliar o avanço  tecnológico com a preservação do meio ambiente, abordando a problemática a partir de dois objetivos: a  redução do impacto ambiental da própria infraestrutura tecnológica e o desenvolvimento de soluções  digitais para problemas globais. Entre os projetos em andamento, destaca-se a cooperação com o  Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental; liderada, em conjunto, com o professor  Victor Coelho, a pesquisa utiliza algoritmos de Inteligência Artificial para aprimorar o cálculo de  evapotranspiração, dado essencial para o planejamento sustentável de uso racional da água. 

O projeto também prevê ações junto ao setor produtivo, de forma que, em colaboração com a  Sociedade de Usuários de Tecnologia do Estado da Paraíba (SUCESU-PB), que reúne cerca de 50  empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) na Paraíba, estando programa uma  palestra para sensibilizar empresários sobre práticas sustentáveis na área de TI; a meta é selecionar uma  empresa para participar de um projeto-piloto de Engenharia de Software Sustentável, com início previsto  para junho de 2026.

Na etapa final, o projeto se voltará para a formação de estudantes do Centro de Informática, por  meio de seminários e ações pedagógicas voltadas à disseminação da TI Verde. O estudo de caso  resultante será utilizado como material didático em disciplinas da graduação, como Engenharia de  Software. 

Fonte: https://www.ci.ufpb.br/institucional/projeto-ti-verde-do-centro-de-informatica-da-ufpb-promove praticas-sustentaveis-em-tecnologia-da-informacao/ . Acesso em: 30 jan. 2026.

7. PRINCIPAIS DESTAQUES, DESAFIOS E AÇÕES FUTURAS 

A gestão do CI/UFPB, em 2025, destacou-se pela excelência acadêmica, com o curso de Ciência  da Computação obtendo 5 estrelas no Guia da Faculdade; alunos conquistaram o 3º lugar na Huawei  Developer Competition LATAM e foram finalistas na Maratona Feminina de Programação; tais iniciativas  focaram no fortalecimento de parcerias estratégicas (INOVA, Polos de TI), inovação em IA (Núcleo PRAIA4)  e sustentabilidade, além de realizar concursos para professores. 

4 Núcleo PRAIA – O PRAIA (Pesquisa Realmente Aplicada em Inteligência Artificial) é um centro brasileiro de pesquisa aplicada  focado em inteligência artificial, com ênfase especial na área de Educação e Indústria 4.0. Encabeçado pelo Centro de Informática  da Universidade Federal de Pernambuco (CIn-UFPE) e pelo SENAI, ele é um dos centros de pesquisa aprovados em editais do  MCTI e FAPESP. Fonte: Pesquisa exploratória, 2026. 

7.1 PRINCIPAIS DESTAQUES 

No ano de 2025, enfatizou-se o CI como polo tecnológico, com discussões para a formação em  robótica e monitoramento estratégico dos cursos, de forma que seguem os principais destaques do referido  exercício: 

  1. Reconhecimento e Excelência: O curso de Ciência da Computação foi avaliado com nota máxima  (5 estrelas) no Guia da Faculdade 2025, divulgado pelo Estadão. Além disso, os cursos do CI  mantiveram alta procura no SiSU 2025; 
  2. Conquistas Estudantis: Alunos do CI ficaram em 3º lugar na competição latino-americana da  Huawei com o projeto “PocketHealth“. Alunas do centro também se destacaram como finalistas na  Maratona Feminina de Programação. 
  3. Inovação e Projetos: Fomento à pesquisa e extensão, incluindo o projeto “TI Verde” e o  desenvolvimento de soluções com IA, como chatbots (LLM/RAG). 
  4. Parcerias e Infraestrutura: Fortalecimento do Núcleo de Inovação e Incubação de Startups5 (parceria INOVA) e colaboração com o Núcleo PRAIA de Inteligência Artificial. 
  5. Gestão Acadêmica: Realização de concursos públicos para docentes (editais) 

5 Startups – empresa jovem, inovadora e geralmente de base tecnológica, que busca um modelo de negócios repetível e escalável  para resolver um problema de forma disruptiva, operando sob extrema incerteza e com alto potencial de crescimento rápido e  exponencial. Fonte: Pesquisa exploratória, 2026.  

7.2 DESAFIOS IDENTIFICADOS EM 2025 

O CI busca manter sua posição de destaque com projetos de impacto, como o PocketHealth na  Huawei Developer Competition (HDC), indicando a necessidade de gerenciar o desenvolvimento de  sistemas computacionais de alto nível. Seguem, resumidamente, os principais desafios detectados no ano  de 2025: 

  1. Realização do Plano de Gestão Setorial (PGS): realizar o PGS do CI alinhando com o Plano de  Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFPB, em vigor; 
  2. Gestão da Informação: Criar o Observatório de Dados do CI para monitoramento e tomada de  decisão, além de estruturar o fluxo de demandas da comunidade acadêmica; 
  3. Inovação e Tecnologia: Integrar tecnologias emergentes, como IA e computação quântica  (conforme eventos previstos no CI), e o uso de metodologias de qualidade no desenvolvimento de  soluções de software
  4. Competitividade e Talento: Reter estudantes e professores diante de um mercado de tecnologia  competitivo, incentivando a participação em competições (ex: Huawei Developer, Maratona  Feminina de Programação) e projetos como o Vlibras. 
  5. Gestão de Pessoas: Lidar com a necessidade de engajamento, diversidade no ambiente  acadêmico e equilíbrio entre vida pessoal e profissional dos colaboradores e discentes. 

Os principais desafios concentram-se, portanto, na realização do Planejamento de Gestão Setorial  (PGS), na implementação de um observatório de dados para tomada de decisão e na gestão de demandas  acadêmicas. Além disso, são necessárias o planejamento de ações visando a adaptação dos conteúdos  curriculares dos cursos de graduação ministrados pelo CI, às rápidas mudanças tecnológicas, a exemplo de  inclusão de discussões sobre computação quântica e IA, aliada à necessidade de reter talentos e promover  inovação, evidenciado pela participação em competições como o NASA Space Apps6 e Huawei Developer

6 NASA Space Apps – é um hackathon internacional para programadores, cientistas, designers, contadores de histórias, criadores,  tecnólogos e inovadores. Durante o hackathon, equipes de cidades ao redor do mundo utilizam os dados gratuitos e abertos da  NASA e das agências parceiras para abordar problemas reais na Terra e no espaço. Fonte: Agência Espacial Brasileira.  Disponível em: https://www.gov.br/aeb/pt-br/perguntas-frequentes-nasa-space-apps. Acesso em: 04 fev., 2026.

7.3 ESTRATÉGIAS E AÇÕES PRIORITÁRIAS PARA 2026 

Os desafios da gestão do Centro de Informática (CI/UFPB) detectados no exercício de 2025 estão  fundamentados no novo Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2024-2028 e no Plano de Gestão  UFPB 2025-2028, de forma que segue, no Quadro 10, os objetivos estratégicas que precisam de atenção,  com respectivas ações sugeridas, para implementação ao longo do ano de 2026.  

Quadro 10 – Objetivos estratégicos, com respectivas ações, a serem priorizadas no ano de 2026 

OBJETIVO ESTRATÉGICO AÇÃO SUGERIDA
01. Modernização da Infraestrutura e TecnologiaAtualização de Laboratórios: Manter a infraestrutura de rede e os  servidores para suportar cursos de alta demanda, como Ciência da  Computação e Engenharia de Computação, que estão entre os mais  concorridos da UFPB. 
Gestão de Recursos: Superar entraves burocráticos para a aquisição  de equipamentos de ponta, necessários para pesquisas em áreas  emergentes como Computação Quântica e Bioinformática;
2. Gestão Acadêmica e de PessoasFortalecimento do Corpo Docente: Realizar processos seletivos  para docentes permanentes e colaboradores visando fortalecer o  Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGI). 
Evasão e Retenção: Combater a evasão em cursos de tecnologia,  adaptando o ensino às rápidas mudanças do mercado de trabalho e  promovendo o engajamento de talentos.
3. Governança e IntegridadeCultura de Ética: Implementar as metas do Plano de Integridade 2025-2028, que exigem transparência e formações obrigatórias para  servidores, sobre gestão de riscos e controle interno. 
Digitalização de Processos: Reduzir a dependência de processos  manuais através do uso extensivo do SIGAA UFPB para gestão de  atividades acadêmicas e administrativas
4. Integração com a  SociedadeExtensão e Inovação: Ampliar projetos de impacto social, como o VLibras, e  garantir a participação ativa em feiras de profissões para atrair novos perfis de  estudantes alinhados às necessidades digitais
5. Inovação e  EmpreendedorismoEstruturar o Núcleo de Inovação e Incubação de Startups, em colaboração com  a INOVA, fomentando o empreendedorismo acadêmico.
06. Captação de Recursos  (P&D&I)Ampliar a captação de projetos através da submissão de propostas de grande  porte a agências de fomento, como Finep, CAPES e CNPq, com equipes  multidisciplinares.
07. Parcerias EstratégicasFortalecer a colaboração regional, especialmente com os Polos de Tecnologia  da Paraíba e o Núcleo PRAIA de Inteligência Artificial (parceria UFPE, UFRN,  UFAL, UFRPE).
08. Apoio Interno Criar incentivos para docentes e discentes na submissão de projetos e destinar  contrapartidas para infraestrutura e equipamentos.
09. Transferência de  TecnologiaSuperar entraves burocráticos e a carência de pessoal especializado para  converter a produção acadêmica em inovação aplicada ao mercado regional.
10. Expansão e  Consolidação de Novos  CursosGerenciar o amadurecimento dos cursos recentes, como Engenharia de  Robôs e Ciência de Dados e Inteligência Artificial, garantindo infraestrutura  laboratorial e corpo docente especializado para as demandas de 2026.
11. Promover a acessibilidade às instalações físicas do CIModernização: Atualização da Unidade Mangabeira e melhoria de  laboratórios de ensino. 
Melhoria de Rotas: Criação e manutenção de calçadas, rampas e  pisos táteis para garantir autonomia, conforme o projeto Rotas  Acessíveis da UFPB. 
Solicitação de Apoio: Discentes podem solicitar suporte a  necessidades específicas através do SIGAA da UFPB. 
Infraestrutura de Vivência: Planejamento de espaços de convivência  e centros acadêmicos adaptados.

Fonte: Pesquisa exploratória, 2026. 

Ações para o alcance do OE.01 são essenciais para que a infraestrutura de rede possa suportar os  cursos de alta demanda, como os de Bacharelado em Ciência da Computação e em Engenharia da  Computação, visto se tratar de cursos de ampla concorrência no SiSU, exigindo celeridade burocrática para  aquisição de equipamentos modernos, fundamentais à atualização do parque tecnológico do CI. 

No que se refere ao OE.02, o combate à evasão e retenção de alunos exige atuação em cinco  linhas, a saber: 

1. Apoio pedagógico e nivelamento – muitos alunos chegam com bases frágeis em  matemática ou lógica, o que gera o “efeito dominó” de reprovações em cadeiras do início  do curso. Neste sentido, poder-se-á adotar as seguintes estratégias, a depender das  Coordenações de Cursos e da Pró-Reitoria de Graduação da UFPB:

  • Bootcamps de Nivelamento7: Semanas intensivas de lógica de programação e matemática  básica antes do início do primeiro semestre. 
  • Monitoria Proativa: Em vez de esperar o aluno procurar o monitor, criar sessões de revisão  obrigatórias ou grupos de estudo dirigidos para disciplinas com alto índice de reprovação  (Cálculo I, P1, LP1). 
  • Mentoria entre Pares (Peer Mentoring8): Alunos veteranos orientando calouros não só em  conteúdo, mas em como organizar o tempo e lidar com a pressão acadêmica. Segue, no  Quadro 11, breve análise em relação às estratégias que poderão ser adotadas no sentido de  mitigar a evasão de alunos, no âmbito do CI/UFPB. 

 Quadro 11 – Ação, Impacto e nível de complexidade de adoção de ações, com o objetivo de mitigar  a evasão escolar no CI/UFPB:  

AÇÃO IMPACTO COMPLEXIDADE
Nivelamento de Matemática Muito Alto Médio
Certificações Intermediárias Alto Alto (Exige reforma curricular)
Mentoria de Veteranos Médio Baixo
Flexibilização de Grade Alto Muito Alto

 Fonte: Pesquisa exploratória, 2026. 

2. Modernização curricular e flexibilidade – A estrutura rígida de pré-requisitos é a maior  vilã da retenção, de forma que há a possibilidade de se adotar duas estratégias, que, no  entanto, necessitam do aval dos Colegiados de Cursos e da Pró-Reitoria de Graduação da UFPB: 

  • Quebra Estratégica de Pré-requisitos: Revisar se todas as travas entre disciplinas são realmente necessárias para o aprendizado ou se apenas retardam a formatura. 

7 Bootcamps de Nivelamento – programas de treinamento intensivo focados em preencher lacunas de conhecimento técnico,  visando um nivelamento de conhecimento, garantindo que se adquira uma base sólida antes de avançar para especializações  mais complexas. Fonte: Pesquisa exploratória, fev. 2026. 

8 Peer Mentoring – é um modelo em que o mentor é um discente mais avançado na graduação que acompanha um grupo de  alunos iniciantes. Fonte: Pesquisa exploratória, fev. 2026.

Certificações Intermediárias: Oferecer certificados ao completar blocos de disciplinas (ex:  “Desenvolvedor Front-end9” ao fim do 4º período). Isso dá uma sensação de conquista e  empregabilidade antes do diploma final. 

3. Integração com o Mercado de Trabalho (Parceria Ética) – o atropelo do mercado de  trabalho tira o aluno da universidade, antes da hora, de forma que o CI pode mediar isso,  através das seguintes estratégias, a depender de aval dos colegiados de cursos e da Pró Reitoria de Graduação da UFPB:  

  • Estágios Curriculares Inteligentes: Facilitar que o trabalho no mercado conte como crédito  acadêmico ou projeto de pesquisa, evitando que o aluno precise escolher entre o emprego e  a aula. 
  • Residências Tecnológicas: Trazer empresas para dentro do CI para desenvolver projetos  reais, onde o aluno ganha bolsa e experiência sem precisar se deslocar ou abandonar o  campus. 

4. Saúde Mental e Clima Acadêmico – o ambiente de TI pode ser isolador e altamente  estressante, fazendo-se necessárias, pelo menos, duas ações estratégicas:  

  • Criação de um Núcleo de Apoio Psicológico Especializado: Profissionais que entendam  a rotina de exatas e a “síndrome do impostor”, comum em tecnologia. 
  • Gamificação da Jornada: Criar um sistema de recompensas ou “badges10 por  participação em eventos, maratonas e projetos de extensão para aumentar o sentimento de  pertencimento. 

5. Análise de Dados para Predição (Early Warning) – trata-se de ação que envolve a  experiência do CI, na resolução do problema de evasão, ainda no início, a depender do  monitoramento contínuo dos docentes envolvidos, através de:  

9 Desenvolvedor Front-end – é o responsável por projetar a interface visual de sites e aplicativos, garantindo uma navegação  intuitiva e uma boa experiência para o usuário. Fonte: Pesquisa exploratória, fev. 2026. 

10 Badges – ícones ou símbolos digitais que representam conquistas, habilidades, participação ou status em plataformas online,  usados para gamificar, engajar e certificar usuários, funcionando como mini-certificados verificáveis que mostram o que alguém  aprendeu ou realizou. Fonte: pesquisa exploratória, 2026. 

Dashboard de Alerta Antecipado11: Desenvolver um sistema que identifique padrões de  risco (ex: aluno que faltou 3 aulas seguidas e tirou nota baixa na primeira prova) e dispare um  alerta para a coordenação intervir imediatamente. 

No que se refere aos Objetivos Estratégicos um ponto de que merece atenção é o OE.09, relativo  à transferência de tecnologia, questão em que se faz necessária a superação de entraves burocráticos e a  carência de pessoal especializado, o que favorecerá converter a produção acadêmica do CI, em inovação  aplicada ao mercado de tecnologia. Desta forma, para que tal objetivo seja alcançado, são necessárias  algumas ações estratégicas práticas com o fim de mitigar tal condição, conforme especificadas no Quadro 12. 

Quadro 12 – Entraves, Ação Necessária e Resultado Esperado, para viabilizar a transferência de  tecnologias geradas pelo CI/UFPB 

ENTRAVE AÇÃO NECESSÁRIA RESULTADO ESPERADO
Burocracia FinanceiraGestão via Fundações (Modelo  EMBRAPII)Compra de hardware em dias, não  meses.
Falta de EspecialistasResidências Tecnológicas  (Empresa + CI)Mentoria de profissionais do  mercado para alunos.
Isolamento Acadêmico Catálogo de Competências do CIFacilidade para empresas  encontrarem o pesquisador certo.
Morosidade JurídicaFast-track de Propriedade  IntelectualRegistro de software e patentes de  forma ágil.

Fonte: Pesquisa exploratória, 2026.  

Seguem, alguns comentários acerca das ações sugeridas para minimizar a questão da morosidade  burocrática:  

11 Dashboard de Alerta Antecipado – é uma interface gráfica de dados, interativa e em tempo real, projetada para monitorar  indicadores chave, detectar anomalias ou tendências negativas e emitir alertas automáticos antes que um problema se torne  crítico ou um risco se concretize. Fonte: Pesquisa exploratória, 2026. 

1. Criação de uma Unidade EMBRAPII12 ou Polo de Inovação, no CI – a maior arma contra  a burocracia das licitações e repasses é o modelo EMBRAPII, devido às seguintes  características:  

  • Agilidade Financeira: Permite a gestão de recursos via fundações de apoio (como a  FUNETEC), facilitando a compra de insumos e contratação de bolsistas sem os entraves da  Lei 8.666/14. 
  • Fluxo Contínuo: Diferente de editais, o fluxo é sob demanda. A empresa chega com o  problema, o CI com a expertise, e a EMBRAPII com parte do recurso. 

O CI dispõe de uma unidade administrativa denominada Escritório de Projetos Estratégicos (EPE) – dedicado exclusivamente à gestão de projetos estratégicos, tendo, entre outras, a atribuição de  criar minutas de contratos pré-aprovados pelos parceiros envolvidos, supervisionando todo o rito processual,  com o objetivo de evitar que cada novo projeto fique meses parado no Setor Jurídico da UFPB. 

2. Implementação de “Sandboxes13” de Inovação – tal estratégia tem por fim suplantar a  carência de pessoal especializado (técnicos e pesquisadores seniores), de forma que o CI pode  criar ambientes experimentais, adotando duas linhas de frente:  

  • Residência Tecnológica: Em vez de apenas estágios, o CI pode hospedar squads14 de  empresas locais. A empresa traz seus desenvolvedores seniores, e o CI entra com os  pesquisadores e infraestrutura. Isso resolve a falta de pessoal do CI “pegando emprestado” o  expertise do mercado. 
  • Laboratórios Abertos (Open Labs15): Espaços onde empresas podem testar protótipos  usando os equipamentos da UFPB, em troca de bolsas para alunos e manutenção dos  equipamentos. 

12 Unidade EMBRAPII – é uma forma de fomento à inovação industrial brasileira que conecta empresas a centros de pesquisa  (Unidades EMBRAPII) para desenvolver projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) de forma ágil, com baixo risco  e burocracia. Fonte: Pesquisa exploratória, 2026.  

13 SANDBOXES – ou “caixas de areia” são ambientes isolados e seguros, virtuais ou regulatórios, utilizados para testar softwares,  códigos ou inovações de negócios sem risco de afetar o sistema principal ou o mundo real. Eles simulam ambientes de produção, permitindo a experimentação, detecção de bugs, análise de segurança e validação de regras. Fonte: Pesquisa exploratória, 2026. 

14 Squads – pequenas equipes multifuncionais e autônomas (geralmente de 4 a 10 pessoas), focadas em entregar projetos ou  produtos específicos dentro de metodologias ágeis. Originado do modelo do Spotify, o termo significa “esquadrão” e busca aumentar a agilidade, autonomia e colaboração, reduzindo hierarquias e burocracia, sendo muito comum em startups e  empresas de tecnologia. Fonte: Pesquisa exploratória, 2026.  

15 Open Labs – são espaços colaborativos e experimentais que reúnem especialistas de diversas áreas para fomentar inovação,  pesquisa e desenvolvimento de soluções tecnológicas. Esses ambientes focam na criatividade e cooperação para criar  tecnologias em setores como saúde digital, IA, e telecomunicações. Fonte: Pesquisa exploratória, 2026.

Em relação ao isolamento acadêmico o Estímulo ao Empreendedorismo Acadêmico (Spin offs16) é uma opção – se o mercado regional não absorve a tecnologia, o CI poderá incentivar a criação de  empresas, que o farão, através das seguintes ações, a depender de negociações posteriores, com as  Coordenações de cursos e a Pró-Reitoria de Graduação da UFPB.  

  • Spin-off First: Incentivar que Trabalhos de Conclusão de Cursos (TCCs) e dissertações sejam  planos de negócio ou MVPs (Minimum Viable Products). 
  • Uso do Marco Legal da Ciência e Tecnologia: Aplicar a lei que permite que professores e  pesquisadores participem do capital de empresas de base tecnológica, sem perder o vínculo com a  UFPB 

No que diz respeito ao OE.10 – Expansão e consolidade de novos cursos, o CI pretende conduzir  e gerenciar a evolução dos cursos criados recentemente, como o de Engenharia de Robôs e o de Ciência  de Dados e Inteligência Artificial, atuando tanto no plano acadêmico, como na garantia de infraestrutura  laboratorial e de docentes para as demandas previstas para o ano de 2026.  

Para promover a acessibilidade física no Centro de Informática (CI) da UFPB, OE.11, as ações  devem seguir as diretrizes de autonomia, conforto e segurança estabelecidas pela Norma Brasileira (NBR) 9050, momento em que será necessária a Direção do CI fará gestões junto à Administração Superior da  UFPB; assim, as principais estratégias serão direcionadas aos seguintes objetivos: 

1. Adequação da Infraestrutura (Acessibilidade Arquitetônica) – através de: 

  • Construção de Rotas Acessíveis: Implementação e manutenção de trajetos contínuos e  sinalizados que conectem os blocos do CI, seguindo o guia de Rotas Acessíveis da UFPB. 
  • Adaptações Físicas: Instalação de rampas de acesso com inclinação adequada, elevadores para  os andares superiores, banheiros adaptados e mobiliário que permita o uso por cadeirantes. 
  • Sinalização Tátil e Visual: Uso de piso tátil (alerta e direcional), placas em Braille e mapas  adaptados para garantir a orientação de pessoas com deficiência visual. 

16 Spin-offs – são novas empresas, produtos ou conteúdos derivados de uma organização, projeto ou obra preexistente (a  “empresa-mãe” ou obra original). Criados para oferecer maior foco e autonomia, esses projetos aproveitam estruturas,  conhecimentos ou personagens já consolidados para explorar novos nichos ou mercados com maior flexibilidade e agilidade.  Fonte: Pesquisa exploratória, 2026. 

2. Articulação com Órgãos Internos – gestões junto aos seguintes órgãos da Administração Superior  da UFPB: 

  • Comitê de Inclusão e Acessibilidade (CIA): no sentido de desenvolver, em conjunto com o CIA,  uma política de inclusão que ofereça suporte especializado aos usuários do CI (docentes, TAEs e  alunos); 
  • LACESSE (Laboratório de Acessibilidade): Buscar apoio técnico do Laboratório de Vida  Independente e Tecnologia Assistiva (LACESSE), que atua especificamente com acessibilidade  arquitetônica e tecnologias assistivas no campus. 

3. Procedimentos Práticos que o CI buscará junto ao CIA e ao LACESSE: 

  • Mapeamento de Barreiras: solicitar vistorias periódicas para identificar obstáculos físicos que  impedem a circulação livre no prédio; 
  • Apoio ao Estudante: divulgar os canais para que alunos com deficiência solicitem adaptações  específicas ou o suporte de um aluno apoiador diretamente no portal do CI/UFPB.

Última atualização: quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026